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sábado, 9 de novembro de 2019

Alimentação do Bugio-ruivo

Bugio- ruivo


Imagens e vídeo do dia 09/11/19, sábado às 8 horas da manhã.

Os bugios tem uma dieta de baixa qualidade, consomem  frutos, flores, pecíolos, brotos, sementes, caules, ramos e eventualmente insetos. Eles preferem as folhas jovens, que são mais ricas em proteína.   As folhas são de difícil digestão e  não constituem boas fontes energéticas, por isso passam grande parte do dia descansando, o que auxilia na desentoxicação.
Segundo informações da pesquisa de Martins (site abaixo), os bugios preferem os itens sazonais, com maior valor nutritivo, como as folhas jovens, flores e frutos aos perenes, como as folhas maduras.

As árvores abaixo são as preferidas pelos bugios:
 Araucaria , cambará,  camboatá-branco, bracatinga, imbuia, canela-guaicá, canela-do-brejo e mamica-de-cadela.
Eles também se alimentam dos frutos das exóticas, várias vezes os vimos alimentando-se da  uva-do-japão, no período em que a árvore está carregada de frutos.

Fonte:

Agradecemos a a bióloga Juliana Nascimento Martins, pela indicação do seu trabalhos de pesquisa sobre os Bugios:

Monografia Curso de Ciências Biológicas da UCS: 

http://www.tecniflora.com.br/Martins__J.N._2008.pdf

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Bugio-Ruivo

A espécie de bugio encontrada na RPPN Santa Bárbara é Alouatta guariba clamitans . As espécies do gênero Alouatta tem hábitos diurnos, vivem em grupos de três a treze animais com um líder, o Alfa, que comanda o grupo. 

 O adultos machos possuem uma cor avermelhada semelhante ao ruivo, devido a liberação de um pigmento por glândulas apócrinas e podem pesar de 5,3 a 7,2 kg. 


O macho adulto possui uma longa pelagem que forma uma grande barba. Seu ronco é ouvido a grandes distâncias pois possui um osso que faz o papel de uma caixa de ressonância, esse osso tem um volume interno nos machos de 50 cm2, aumentando muito o seu "rugido".



Pela grande quantidade de folhas que consomem diariamente são considerados os mais folívoro entre os primatas.  


Agradecemos a a bióloga Juliana Nascimento Martins, pela indicação do seu trabalhos de pesquisa sobre os Bugios:

Monografia Curso de Ciências Biológicas da UCS: 

http://www.tecniflora.com.br/Martins__J.N._2008.pdf


Fotos: Vera E. Medeiros/ julho de 2018

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

domingo, 9 de abril de 2017

Os bugios que ainda restam!

Domingo chuvoso de outono, dia 09 de abril de 2017. Um grupo de bugios aparece sobre os  galhos de pinheiros. 

Os pinheiros (Araucaria augustifolia), fazem parte da Floresta Ombrófila Mista do Bioma Mata Atlântica, considerado um dos mais raros e em perigo de extinção. Raro porque foi e está ainda sendo destruído a olhos vistos, levando junto toda a fauna e flora que dependem dele, o que vemos na cidade de Caxias do Sul, RS.

A campanha da Fraternidade deste ano nos alerta para a proteção dos biomas! Se houvesse consciência dos nossos governantes não haveríamos necessidade de campanhas com temas tão básicos e necessários!  Estamos vendo a área urbana invadindo a área rural e os pinheiros, que deveriam ser protegidos, acabam tombando sob o fio da serra elétrica, e isso não está sendo feito no escondido, mas com autorização dos órgãos responsáveis.
 

 "- Ei vocês homo sapiens, nos deixem viver em paz, parem de cortar as araucárias, precisamos delas para sobreviver, não queiram o planeta só pra vocês, sejam mais sabidos!"





Crédito das fotos Vera Medeiros 
Essa foto foi tirada no momento em que o bugio maior faz sinal com a mão para os pequenos o seguirem, pois começou a chover. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

BUGIO-RUIVO

BUGIO-RUIVO - Alouatta guariba clamitans  
Família Atelidae


No alto de um dos mais altos pinheiros, (Araucaria angustifolia)  um grupo reduzido  de bugius amanhece nesta segunda-feira, dia 14 de novembro. O último avistamento deu-se há uns 3 meses atrás. Estávamos preocupados, principalmente devido ao crescimento da área urbana nessa região, provocando a fragmentação da mata. Era de manhã cedo e o tempo estava ensolarado. A família era composta de um casal, dois jovens e um bebe. O macho ficou no alto da araucária observando os jovens procurarem folhas tenras nas árvores mais baixas.

A maior parte da dieta dos bugius são folhas, mas também consomem frutos,  brotos, flores, sementes, caules e ramos. Esse tipo de alimentação não fornece energia para uma vida ativa, por isso eles passam muito tempo inativos.
Momento de descanso com a família, catação










Os bugius estão classificados como vulneráveis pelas listas oficiais causado principalmente pela perda e fragmentação de seu habitat.



Para saber mais: 
 FLEXIBILIDADE ALIMENTAR E COMPORTAMENTAL DO BUGIO-RUIVO Alouatta guariba clamitans  CABRERA, 1940 (PRIMATES, ATELIDAE) EM RELAÇÃO AO USO DE ESPÉCIES VEGETAIS ALÓCTONES EM   CAXIAS DO SUL, RS.Juliana Nascimento Martins

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Bugios alimentam-se de galhos de pinheiro

Os bugios tem uma vocalização muito forte, caracterizada pelo osso hioide desenvolvido, que funciona como uma caixa de ressonância que provoca um som assustador!

Muitas vezes os ouvimos de longe, mas este sábado à tarde eles estavam silenciosos sobre as araucárias mais altas (Araucaria angustifólia)  da “Trilha das Araucárias”.  As plantas dessa trilha são machos, produzem o pólen através de cones alongados que vão polinizar a planta fêmea que produz o pinhão.

               Mês de outubro, cones alongados espocam entre os galhos espinhentos 



 Então nessa parte da ecovila não há pinhões para alimentar os bugios. Mas descobrimos que eles alimentam-se também dos galhos espinhosos das araucárias. No vídeo abaixo, filmado no dia 9 de abril de 2016 à tardinha podemos ver essa refeição.  


Aqui na região habitam as matas de araucária (Araucaria angustifolia) próximas ao arroio. Normalmente são vistos por acaso, pois são muito silenciosos e ao menor sinal de alerta conseguem esconder-se entre os galhos e tronco das árvores.


 Os bugios tem a cauda desenvolvida com um quinto membro, pois com ela conseguem pendurar-se nos galhos e também segurar objetos.

 Como saber quem é quem num grupo de bugios?


Os maiores de cor avermelhada são os machos, em cada grupo há apenas um que é o dominante, o chefe do bando. Os outros machos podem viver no bando até atingir a maturidade sexual, quando vão formar outro bando.  As fêmeas, em maior número,  são de pelagem mais escura e concebem 1 filhote por vez, também de cor escura,  num período em torno de 180 dias, estes são amamentados até os dois anos. 
 Eles podem viver até 20 anos se estiverem livres, pois não se sobrevivem em cativeiro.


Na falta de pinhões, os galhos também servem de alimento.

Para saber mais:

Colaboração: Fotos e texto: Vera E. Medeiros

sexta-feira, 4 de março de 2016

Bugiu-ruivo (Alouatta guariba)

Bugiu-ruivo (Alouatta guariba) Os bugius são considerados os maiores primatas neotropicais. Na RPPN os grupos de bugius vagueiam sobre as árvores, principalmente nos galhos de araucária, raramente os vemos no chão e nos preocupa o desmatamento nas redondezas fragmentando a mata, impossibilitando aos bugius o acesso a outros lugares.

Os machos são maiores de cor ruiva puxando para o alaranjado, enquanto as fêmeas são menores e de cor mais escuras, bem como os filhotes ( imaturos ). O peso desses primatas fica em torno de 4 a 7 kg . Eles possuem membros curtos e fortes, possuem 5 dedos com polegar oponível que facilita sua locomoção e alimentação. A cauda preêncil é usada como um membro também, pois com ela eles se firmam e se locomovem.
Foto tirada no dia 31 de maio de 2015 de manhã cedo

 Eles formam grupos de 6 indivíduos em média, com mais fêmeas do que machos. O macho mais velho, “alfa” é o dominante, visivelmente maior que todos do grupo, possui maior pelagem e uma grande barba. Já foram vistos indivíduos solitários, provavelmente machos expulsos do bando. Eles se alimentam de folhas, de baixo teor energético, por isso não são tão ativos passando muito tempo descansando.


Vídeo realizado no dia 7 de março de 2015

Na época dos pinhões, frutos da araucária eles são mais vistos, mas também alimentam-se dos brotos tenros dos galhos espinhentos da araucária. Às vezes os filhotes aparecem próximos às moradias que estão rente a mata, o macho fica num lugar elevado onde fica observando-os de longe.

 As fotos abaixo foram realizadas no dia 04 de março de 2016, numa sexta-feira às 18 horas. O maior deles, ruivo alaranjado acomodou-se num galho da araucária observando os menores alimentarem-se nas árvores próximas. A fêmea ficou algum tempo interagindo com ele, remexendo em seu pelo (a procura de piolhos?) depois chegaram outros menores de cor mais escura, interagiram e se agruparam.( para dormir?)


As fotos foram tiradas de cima de uma elevação pela moradora Vera ao perceber um balanço diferente num galho de araucária.


Esses grupos estão diminuindo cada vez mais


A diminuição da mata está afetando seriamente a diminuição dos membros dos grupos