sábado, 9 de março de 2019

Educação Ambiental - Ação Social na Escola

Na tarde desse sábado, dia 09 de março, participamos da Ação Social realizada na Escola Municipal Vitório Rech Segundo, na Capela Santa Bárbara, próximo a nossa reserva.
Ainda não inauguramos a RPPN e ao distribuirmos folders provocamos reações de surpresa nas pessoas  que desconheciam a existência de uma reserva na comunidade. Seis telas em acrílico, com desenho de nossa fauna, com ênfase aos pássaros, foram expostas na escola. Os visitantes da exposição foram questionadas sobre o nome comum das aves que conheciam representadas nas pinturas. Anotamos as respostas para depois fazer um levantamento. Conseguimos conversar com uma média de 50 pessoas , a maioria conhecia o tucano, lembrava de algumas aves, mas poucas lembravam seus nomes. Todas reconheceram o bugio.  Através da conversa com os moradores locais registramos as identificações e os nomes conhecidos pela comunidade local, conforme a quantidade de pessoas abaixo:
tucano-de-bico-verde: 7 (conheciam apenas pelo nome de tucano)
jacu : 9
pica-pau-do-campo: 4 ( conhecido por alguns por bico-chanchão)
gralha-azul: 16 (chamada por alguns de arara-azul, conhecida principalmente pelas crianças do CTG, que se apresentaram no evento.)
curucara: 5
sabiá-laranjeira: 3
saracura-do-mato: 4
tesourinha: 2 ( chamado por alguns de tesoureiro)
mariquita: 1 (conhecida como sebinho)
nhambu: 2
trinca-ferro: 1 ( a pessoas que o identificou tinha um na gaiola)
cardeal: 1
saíra-preciosa: ( chamada de saíra por quem a identificou)
quero-quero: 7
tico-tico: 5
tapicuru: 4 (conhecido como maçarico)
Quando as pessoas eram informadas que todos os desenhos tinham sido copiados de fotos tiradas na região ficavam impressionadas com tanta variedade.
Os que conheciam aves como saracura, curucaca e jacu, moravam nas redondezas e viam esses animais nas proximidades de suas casas. Os que conheciam as menores como trinca-ferro, azulão e cardeal as conheciam presas em gaiolas.
Uma das moradoras contou que perto de sua casa, onde há muito mato avista de vez em quando veados e que já encontrou e destruiu armadilhas para caçá-los.



Apesar dessa escola ser localizada no interior, próxima à reserva, a comunidade não tem conhecimento de  fauna fora dos limites do mais conhecido (tucano e bugio). Infelizmente a maioria das pessoas não conhece as aves, mesmo as mais comuns, percebemos muita confusão e ignorância em relação aos seus nomes.  Os poucos que identificaram corretamente devia-se principalmente ao fato de as verem em algum momento em seu entorno, como o quero-quero, a curucaca e o maçarico, mas pouco sabendo sobre elas. No geral as pessoas não conseguem identificar as aves, confundem seus nomes, como o caso da gralha-azul, identificada corretamente somente pelos alunos que se apresentaram no CTG, provavelmente por conhecerem a lenda da gralha-azul,  o restante a chamavam de arara-azul. O cardeal foi identificado como pardal por uma pessoa, bem como a mariquita como corruíra.
A partir do primeiro plano: saracura-do-mato e filhotes, frango-d'água, tucano-de-bico-verde e pica-pau-do campo, tiê-preto com fêmea, saíra-preciosa, joão-de-barro, tangará, aracuã, cardeal, surucuá-variado, mariquita, gralha-azul, sabiá-laranjeira, tesourinhas, tecelão, sabiá-coleira, cardeal, tico-tico-da-taquara, cabecinha-castanha, azulão e trinca-ferro.
 
Gralhas-azuis e suiriris
 
Saracura-do-mato, nhambu, curucaca, maria-faceira, quero-quero e filhotes, maçarico, garça-branca-pequena, tico-tico alimentando filhote de chopim, saíra-preciosa com fêmea, casal de canarinho, tecelão e sabiá-laranjeira, tucano, gralha azul, surucuá variado em pouso e voando e garça. 
 
Um dos objetivos da RPPN Santa Bárbara  é fomentar a valorização do patrimônio natural através da educação ambiental. Temos muito trabalho pela frente, é de grande importância conhecer nossa fauna para poder preservá-la.
Desde que essa localidade foi inserida na zona urbana da cidade, a geografia do lugar mudou quase radicalmente, obrigando muitas famílias a venderem suas terras para escapar do IPTU, ou por especulação imobiliária,  o que vemos hoje são muitos loteamentos, com pouca ou nenhuma infraestrutura e a mata, consequentemente ficando cada vez mais reduzida.
 A educação ambiental é de suma importância para despertar o interesse e preocupação de nossos jovens não só para os problemas ambientais mas também de forma crítica, na valorização e proteção da fauna e flora de nosso entorno.

 

]


Desde fevereiro de 2018 observamos mais de perto e com mais frequência famílias de bugios na parte da reserva que se aproxima das moradias. Isso é muito incrível, pois há anos avistávamos de longe, no alto das araucárias, e agora os vemos nas árvores mais baixas, alimentando-se de folhas de certas árvores sem ficarem arredios aos seres humanos.

Agradecemos a equipe diretiva da Escola Municipal Vitório Rech Segundo, pelo convite de participarmos desta Ação Social.

Vera Medeiros

quarta-feira, 6 de março de 2019

Araticum

Annona sylvatica A. St.-Hil.
Família: Annonaceae

Araticum ou ariticum é uma árvore nativa encontrada na Mata Atlântica. O fruto é redondo com gomos,  casca rugosa e com pouca polpa. Alimento comestível, apreciado pela fauna. Nesta época já está frutificando. Também conhecida como fruta-do-conde.

 








http://www.ufrgs.br/fitoecologia/florars/open_sp.php?img=17227

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Surucuá-variado

Surucuá-variado
 Trogon surrucura

Dia 11 de novembro, domingo, dia quente, de manhã cedo o canto do surucuá é ouvido a distância. Época de acasalamento. O macho canta para atrair a fêmea, ou para fazer a corte. Abaixo fotos do macho dentro da mata, voando de um lado para outro, em voos curtos próximos a fêmea. 

O colorido do macho é encantador. Suas asas são curtas, cinzas. Sua cabeça é azul escuro, seu peito é vermelho como a fêmea, com o dorso em tons de verde e azul. 

 A fêmea tem o dorso cinza, enquanto o macho faz a corte, ela fica um tempo longo num poleiro fazendo a limpeza de suas penas.




Logo a fêmea estará pondo seus ovos, onde vai nascem em média 2 filhotes, incubados entre 16 a 19 dias.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Maracujá-silvestre

Maracujá-silvestre
Família: Passifloraceae
 
Nessa época as flores de maracujá esbanjam seus detalhes e beleza. Espécie nativa da América do Sul. Trepadeira utiliza-se de gavinhas para apoiar-se em árvores ou arbustos, o fruto quando madura tem a casca laranja. Em outubro já podemos ver suas flores exuberantes.

  




http://www.ufrgs.br/fitoecologia/florars/open_sp.php?img=13999

Vanessa braziliensis

Vanessa braziliensis
 Familia : Nymphalidae

Essa borboleta é considerada uma das espécies mais belas do gênero Vanessa.
Borboletas do Gênero Vanessa são borboletas coloridas de vermelho, amarelo, laranja e castanho, com desenhos em branco.
Na parte de baixo suas asas apresentam desenhos diferenciados  com ocelos visíveis.
 
Vanessa braziliensis é uma espécie deste gênero que tem  distribuição geográfica na América do Sul principalmente no Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.


São encontradas em campos, clareiras em altitudes elevadas. 



 Essa espécie alimenta-se de néctar das flores








http://www.borboleta.org/2012/09/vanessa-braziliensis.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Aracuã

Ortalis squamata
 
Os aracuãs pertencem a ordem galliforme e família cracidae. Infelizmente tem seus bandos diminuídos devido a caça e desmatamento. Na RPPN a população é reduzida em relação aos jacus.
 Seus ninhos são construídos sobre os galhos das árvores.

São dispersores de sementes, pois ao defecar ajudam na proliferação das plantas consumidas. São encontrados próximos a água na mata mais fechada.
Seu comprimento é de 50 cm, com plumagem marrom e peito escamado








 Fotos do dia 18 de setembro a tardinha.

Jacuaçu


Penelope obscura
 
Os jacus estão sofrendo com a perda de seu habitat, suas populações diminuíram muito na redondeza, por conta do crescimento da zona urbana, e pela caça, mas aqui na RPPN eles aparecem em pequenos bandos. São aves grandes, pertencentes a família cracidae, medem em torno de 73 cm. O dimorfismo sexual é apresentado através da íris vermelha no macho e castanha na fêmea.





À tardinha procuram o alto das árvores, onde também tem seu ninho, onde a fêmea incuba de 2 a 3 ovos por cerca de 28 dias.
Alimenta-se de frutos, brotos, flores, e também  de insetos e pequenos animais.


Bibliografia: Helmut Sick, Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro-RJ. 1997